Ritual dos povos uniu águas, matas e povos no V Encontro das Mulheres da Teia dos Povos
No V Encontro da Rede de Mulheres da Teia dos Povos, um dos momentos mais sagrados e potentes foi o grande toré que reuniu todas as participantes numa só celebração. Mulheres das águas, das matas, da floresta, dos quilombos, dos terreiros e das periferias urbanas formaram um círculo vivo, onde pés descalços batiam o chão em sintonia com o som dos maracás e o canto ancestral. O toré transcendeu diferenças e costurou alianças. Ali, não havia separação entre povos indígenas, comunidades tradicionais e populares – todas giravam juntas, afirmando que a luta pela terra, pelas águas e pela vida é uma só. A dança circular evocava a força dos ancestrais e reafirmava o compromisso coletivo com o bem-viver. A celebração foi um reencontro de espiritualidade e resistência. Cada mulher levou consigo a energia da roda, provando que, quando os povos se unem em ritual, a revolução também acontece no sagrado. O toré foi a alma do encontro: um grito de pertencimento, uma prece em movimento e a certeza
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