Solange Brito na Flip 2025: Agroecologia, Território e Saberes dos Povos em Debate
Na Flip 2025, Solange Brito levou para a Casa Poéticas Negras uma poderosa reflexão sobre agroecologia, educação popular e a luta por territórios, compartilhando o palco com Joana Bispo em um dos debates mais marcantes do festival. Com a experiência concreta do Assentamento Terra Vista e da Teia dos Povos, ela mostrou como a agroecologia vai muito além de técnicas de cultivo – é um projeto político de resistência e reconstrução de saberes. Solange relembrou que tudo começou a se transformar em 2012, com a Primeira Jornada de Agroecologia da Bahia, quando perceberam que a luta não era apenas pela terra, mas pelo território – espaço de identidade, ancestralidade e vida coletiva. "Não é a agroecologia que virou moda ou que o capitalismo tenta apropriar", destacou. "É uma agroecologia emancipatória, que recupera nascentes, florestas e rios, mas também cultiva a memória dos povos". Emocionada, contou como descobriram, dentro do próprio assentamento, uma diversidade invisibilizada: indígen
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