MACONHA
No encontro sobre cannabis medicinal no Assentamento Terra Vista, Mestre Jorge Rasta iniciou sua fala evocando Exu como força comunicadora: "É a comunicação, mais uma vez, Exu, né? A frente de tudo." Em seguida, destacou a importância do diálogo sobre a planta, conhecida por diversos nomes – maconha, diamba, pito de bango – e sua ancestralidade medicinal. Ele reforçou que a criminalização da cannabis serviu como ferramenta de perseguição a povos pretos e indígenas, apagando saberes tradicionais. "Enquanto brancos lucram com farmácias, nossas periferias são alvo da guerra às drogas", criticou. O debate no Terra Vista reuniu comunidades originárias, povos de terreiros e militantes antirracistas para resgatar esses conhecimentos. Jorge também abordou as sequelas da proibição: "Nossa população preto-originária está encarcerada, criminalizada por um planta que foi inserida entre os tóxicos perigosos." Ele lembrou que a cannabis sempre teve uso sagrado, como a "erva de Exu”, mas o temo
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