VIII Jornada de Agroecologia da Bahia - Nós somos Kilombolas!
Makota Cassia Kidoialê, durante sua participação na Feira Literária da Jornada de Agroecologia, compartilhou a história por trás do livro do Quilombo Manzo, uma obra que surgiu inicialmente como parte de um projeto de mestrado, mas que se transformou em um poderoso instrumento de denúncia e resistência. O livro foi concebido para documentar e denunciar as violências sofridas pela comunidade em 2012, quando o Estado e o município de Belo Horizonte ordenaram o despejo do Kilombo, destruindo seu terreiro sagrado enquanto a comunidade era forçada a se abrigar em um local provisório. Essa ação foi um ataque direto à identidade e à cultura do povo Kilombola, mas, como Makota ressaltou, o Estado subestimou a força e a resistência dessa comunidade. Aprender a língua dos homens brancos, segundo Makota, foi uma estratégia necessária para afirmar que aquela terra era e sempre seria terra de preto. A comunidade resistiu, recusando-se a se submeter a essa lógica de dominação. Um momento marcante
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