Leitura da semana: trecho de "Mulheres, religião e poder", de Ivone Gebara.
GEBARA, Ivone. Mulheres, religião e poder: ensaios feministas. São Paulo: Edições Terceira Via, 2017, pp.105-107. Convicções e temperos feministas, apesar de seu sabor e inegável importância para muitas pessoas, não são apreciados nos lugares de poder político e religioso da grande maioria dos países latino-americanos. Sem dúvida, as pessoas se sustentam nas convicções temperadas por muitos condimentos curtidos ao longo de séculos e culturas. Os temperos são múltiplos e variados e surgem das necessidades dos diferentes contextos históricos. Há um tempero contemporâneo chamado feminismo, o qual, preparado por mulheres de certa estirpe, na maioria das vezes é rejeitado nos cardápios dos principais lugares de dominação masculina e muito especialmente nos espaços religiosos do cristianismo. O condimento feminista é forte, uma mistura de azedume e ardência picante, além de doçura. As crenças religiosas e seus temperos emocionais têm a ver com nosso corpo, com nossas opções, com nossas polí
↗https://kolektiva.media/w/ouQsDC5Gt8YtR4dqS2DG9U